Quinta-feira, Agosto 18, 2022
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Saiba quais crianças têm prioridade na vacinação contra a Covid-19 aqui em SC

Vacinas não chegaram a SC na manhã desta sexta, conforme esperado

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O primeiro lote de vacinas infantis contra a Covid-19 já chegou ao Brasil e deve chegar em breve a Santa Catarina (leia mais sobre a chegada dos imunizantes abaixo).

Mas quem tem prioridade para se vacinar primeiro entre as crianças de 5 a 11 anos aqui no estado? A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE-SC) divulgou uma nota técnica orientando as secretarias municipais de saúde sobre a aplicação do imunizante pediátrico. Veja a ordem de vacinação:

1º) Público prioritário – crianças de 5 a 11 anos: com deficiência permanente (física, mental, intelectual ou sensorial), portadores de comorbidades, indígenas, quilombolas, crianças que vivem em abrigos e em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de COVID-19;
2º) Público geral – crianças de 5 a 11 anos: de forma escalonada por faixa etária, da maior idade para a menor.

Ainda dentro do grupo prioritário, são considerados indivíduos com deficiência permanente aqueles que apresentem uma ou mais das seguintes limitações do ponto de vista físico, mental, intelectual ou sensorial:

a) Limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas;
b) Indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir;
c) Indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar;
d) Indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar, etc;

Em relação aos indivíduos portadores de comorbidades, devem ser considerados aqueles com as situações listadas abaixo:

a) Diabetes mellitus e doenças metabólicas hereditárias (doença de Gaucher, mucopolissacaridoses e outras);

b) Doenças pulmonares crônicas (asma grave, fibrose cística, fibroses pulmonares, broncodisplasias);

c) Cardiopatias congênitas e adquiridas;

d) Doença hepática crônica;

e) Doença renal crônica;

f) Doenças neurológicas crônicas (paralisia cerebral, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; deficiência neurológica grave);

g) Imunossupressão congênita ou adquirida (incluindo HIV/Aids, câncer, transplantados de órgãos sólidos e medula óssea e pacientes em uso de terapia imunossupressora devido à doença crônica como doenças reumatológicas e doenças inflamatórias intestinais – Crohn e colite ulcerativa);

h) Hemoglobinopatias (anemia falciforme e talassemia maior);

i) Obesidade grave (IMC: escore z>+3);

j) Síndrome de down.

Para fins de comprovação da condição da deficiência permanente ou comorbidade deverão ser apresentados os seguintes documentos para a vacinação, os quais poderão ser retidos pela equipe de vacinação para fins de auditoria, podendo também ser utilizada nessa situação cópia impressa, digital ou mesmo uma fotografia do documento, no caso do comprovante original não poder ficar retido:


a) laudo médico ou exame comprobatório que indique a comorbidade ou deficiência;
b) comprovação de atendimento em Centro de Reabilitação ou unidade especializada;
c) documento oficial com indicação da deficiência;
d) cartões de gratuidade do transporte público que indique a condição de deficiência permanente;
e) laudo emitido por nutricionista no caso de obesidade;
f) declaração de equipe multidisciplinar, que indique a condição de deficiência ou comorbidade;
g) autodeclaração (na ausência de outro tipo de documento) para os casos de deficiência permanente grave.

O intervalo entre as duas doses deve ser de oito semanas.

Efeitos adversos após a vacinação

Muito comuns: dor de cabeça; mialgia; dor, edema e/ou vermelhidão no local da injeção; fadiga;

Comuns: diarreia; vômito; artralgia; febre;

Incomuns: linfadenopatia; urticária; prurido; erupção cutânea; redução do apetite; náuseas; dor nas extremidades (braços); mal-estar;

Desconhecidas: anafilaxia.

Vacinas em Santa Catarina:

A expectativa de chegada das vacinas infantis em Santa Catarina é de um lote com 39.800 doses. As vacinas deveriam chegar na manhã desta sexta-feira (14) no estado. Mas informações de fontes do governo do estado à colunista Dagmara Spautz, do Grupo NSC, são de que as doses não chegaram pela manhã e agora são aguardadas para o período da tarde. Em outros locais do Brasil houve atraso na chegada das vacinas devido a problemas com os vôos das companhias aéreas, que também estão sendo afetadas pela baixa de funcionários contaminados com a Covid-19.

Veja também quantas doses cada município deve receber.

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