O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) informou que as operações Ponto Final, Arbóreo e Sentinela já resultaram no bloqueio de mais de R$ 54 milhões em bens e patrimônios de investigados por suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos em Blumenau e região.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o valor atualizado chega a R$ 54,3 milhões e corresponde a medidas de indisponibilidade patrimonial determinadas pela Justiça no âmbito das três operações deflagradas neste mês de maio.
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A maior parte do montante está relacionada à Operação Ponto Final, que soma R$ 50 milhões em bens bloqueados. A investigação apura um suposto esquema envolvendo servidores públicos e empresários do setor de obras, com suspeitas de direcionamento de licitações e superfaturamento de contratos públicos em Blumenau e municípios da região.
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Já a Operação Arbóreo, que investiga supostas irregularidades em contratos de merenda escolar, teve bloqueio de R$ 3,6 milhões. A ação foi realizada em Blumenau, Indaial e Araucária (PR).
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A Operação Sentinela, por sua vez, apura suspeitas envolvendo contratos nas áreas de segurança patrimonial, limpeza urbana e serviços especializados. Neste caso, o valor indisponibilizado chegou a R$ 779 mil.
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As investigações são conduzidas pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, com apoio do Gaeco.
De acordo com o promotor de Justiça Marcionei Mendes, responsável pelos procedimentos investigatórios, o bloqueio de bens busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a dissipação de patrimônio durante as apurações.
O coordenador estadual do Gaeco, promotor Wilson Paulo de Mendonça Neto, afirmou que a recuperação de ativos obtidos de forma ilícita é uma das prioridades do Ministério Público no combate às organizações criminosas.

As investigações seguem em andamento.
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O que diz a Prefeitura de Blumenau
A Prefeitura de Blumenau diz que as operações realizadas pelo Gaeco no início de maio investigam contratos firmados pela gestão anterior, encerrada em 2024.
“A atual administração está à disposição das autoridades e colabora de forma transparente com as investigações, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos”, diz a nota enviada pelo executivo municipal.






