Quinta-feira, Outubro 1, 2026
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Jorginho escondeu Egídio durante a campanha

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A propaganda eleitoral do primeiro turno das eleições de 2026 termina nesta quinta-feira (1º), mas uma curiosidade chamou a atenção no cenário catarinense: o prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari (PL), praticamente não apareceu na campanha de rádio e televisão do candidato do partido ao governo do Estado, Jorginho Mello (PL).

A pergunta é inevitável: por que Jorginho não deu destaque ao prefeito da maior cidade governada pelo PL em Santa Catarina? Em eleições passadas, era comum que candidatos ao governo concedessem espaço a prefeitos de seus partidos, especialmente de grandes municípios, para apresentar exemplos de obras e realizações de suas administrações.

Desta vez, parece que a lógica se inverteu. Não é Jorginho quem precisa de Egídio, mas o contrário.

A informação oficial da campanha estadual do PL é de que houve, sim, uma gravação com o prefeito blumenauense. Mas, salvo alguma aparição pontual em quadro ou comercial isolado, Egídio praticamente não foi visto nos programas, sequer para uma declaração de apoio ao candidato do próprio partido.

Enquanto isso, prefeitos de municípios menores apareceram mais de uma vez na propaganda, fazendo declarações favoráveis ao atual governador.

Nos bastidores, a explicação que circula é que uma exposição maior de Egídio poderia resultar em perda de votos para Jorginho. A opção estratégica, portanto, teria sido mantê-lo fora do horário eleitoral. A avaliação estaria relacionada às reclamações de moradores sobre a atual administração e à percepção de queda na popularidade do prefeito nos últimos meses.

A isso se somam os recentes episódios envolvendo a Prefeitura de Blumenau, com operações do Gaeco relacionadas a supostos esquemas de corrupção em contratos nas áreas de obras, educação e vigilância escolar. Embora as investigações mencionadas estejam ligadas à administração anterior, o desgaste político acaba atingindo o ambiente da atual gestão, que é do mesmo grupo político e representa uma continuidade de governo.

E, quando se olha para a linha do tempo envolvendo nomes que hoje integram o partido do governador, entram nessa conta o caso Tapete Negro, outras operações do Gaeco e, mais recentemente, as críticas à aparente situação de cidade em estado de abandono.

Diante desse cenário, esconder Blumenau e o atual prefeito pode ter sido, do ponto de vista da estratégia eleitoral de Jorginho, uma decisão calculada. O curioso é que nem mesmo os adversários parecem ter explorado de forma mais contundente essa fragilidade da administração municipal como instrumento de confronto durante a campanha.

Uma cidade que foi pioneira em tantas frentes de Santa Catarina certamente não foi construída, ao longo de sua história, para agora precisar ficar “escondida” por uma suposta vergonha.

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Redação
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