A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) recebeu, na manhã desta quarta-feira (28), representantes do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais para discutir a ampliação da cooperação entre Santa Catarina e China. Entre os assuntos abordados está a possibilidade de instalação de uma unidade do Instituto Confúcio no estado.
O encontro ocorreu na Presidência da Alesc e reuniu deputados estaduais, pesquisadores chineses e representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A delegação foi recebida pelo primeiro vice-presidente da Assembleia, deputado Fernando Krelling (MDB), que também acompanhou uma visita ao Palácio Barriga-Verde.
Parcerias em tecnologia, economia e cultura
O pesquisador e diretor da Divisão de Relações Internacionais, Zhou Zhiwei, que falou em nome da delegação chinesa, afirmou que a China considera o Brasil um parceiro cada vez mais importante e pretende estreitar os laços entre os dois países.
Em relação a Santa Catarina, ele apontou o interesse em ampliar a cooperação nas áreas de inovação tecnológica, desenvolvimento econômico, pesquisa e relações culturais.
A reunião também reuniu representantes da UFSC para discutir possibilidades de parcerias e intercâmbio entre instituições catarinenses e chinesas.
Instituto Confúcio
O deputado Rodrigo Minotto (PDT), que atua como coordenador da Frente Parlamentar Santa Catarina-China no Parlamento estadual, destacou, sobretudo, a possibilidade de instalação de uma unidade do Instituto Confúcio no estado, em parceria com a UFSC.
De caráter educacional e cultural, o instituto tem como objetivos promover o ensino da língua chinesa, divulgar a cultura da China e incentivar o intercâmbio acadêmico e cultural entre o país asiático e outras nações. A iniciativa surgiu em 2004 e se expandiu internacionalmente por meio de parcerias com universidades estrangeiras.
Atualmente, o Brasil conta com 14 unidades do instituto, vinculadas a instituições como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de um Centro Chinês na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).





