Um sargento da Polícia Militar do Pará, que estava foragido da Justiça, foi preso pela Polícia Civil em Blumenau na manhã desta quinta-feira (8). O homem é suspeito de ter estuprado crianças na faixa etária de 6 a 12 anos, incluindo a sua sobrinha.
A prisão do homem de 46 anos ocorreu no bairro Velha Central, no momento em que ele estava saindo de sua residência, às 6h. O suspeito foi localizado a partir da troca de informações entre a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina e o Núcleo de Inteligência Policial da Polícia do Pará.
O militar teve a prisão preventiva decretada pelo judiciário em meados de 2023, sendo considerado foragido desde então. Após a prisão efetuada no bairro Velha Central, o homem foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanece à disposição da Justiça, segundo o delegado Rodrigo Raitez.
Os crimes
Os crimes de abuso sexual ocorreram na cidade de Altamira, no estado do Pará, até o ano de 2023, quando o sargento fugiu do estado. Segundo divulgação da TV Altamira, do Pará, à época, o militar chegava a promover até ‘festas do pijama’ com as meninas menores de 12 anos, e aproveitava da confiança delas para cometer os abusos, dada a amizade que tinha com alguns dos familiares das vítimas.
Ao menos quatro vítimas haviam sido identificadas até 2023. Em um dos casos, a mãe de uma das vítimas revelou o momento em que descobriu que a filha de apenas 6 anos foi abusada sexualmente pelo policial. A menina já estava sendo estuprada há seis meses quando a mãe descobriu.
Em um dos casos, uma das vítimas só revelou à mãe que era abusada pelo policial quando as duas assistiam a uma reportagem sobre tais crimes. Foi quando a criança entendeu o que, de fato, acontecia com ela.
Na época da revelação dos crimes, a Polícia Militar do Pará divulgou nota na imprensa regional, informando que “não compactua com desvios de conduta por parte dos seus integrantes, sendo uma instituição pautada na ética e baseada na preservação dos direitos humanos”. A corporação também explicou, à época, que estava sendo instaurado um processo administrativo pela Corregedoria Geral da PM paraense “para apurar a conduta do militar em questão”.






