Quarta-feira, Junho 3, 2026
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Homem que matou vizinho por causa de som alto em Gaspar é condenado a 18 anos de prisão

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Uma briga entre vizinhos, motivada por som alto, culminou com a morte de um homem de 41 anos no bairro Bela Vista, em Gaspar. A ocorrência foi registrada em 20 de abril de 2024 e o julgamento ocorreu nesta quarta-feira, dia 15 de janeiro, nove meses após o crime. O acusado foi condenado a 18 anos de prisão.

A condenação foi baseada na denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Gaspar. A vítima morreu a facadas, por motivo fútil, e deixou dois filhos menores de idade.   

O Promotor de Justiça Victor Abras Siqueira afirma que o Ministério Público conseguiu a condenação integral nos termos da denúncia. “O crime chama a atenção pela peculiar brutalidade, porque foi cometido na presença de descendentes e ascendentes da vítima, e por isso chegou-se à condenação de 18 anos no regime fechado”.  

O homem condenado segue no Presídio Regional de Blumenau, onde está recolhido desde o dia 10 de maio, quando a prisão preventiva foi decretada.     

Outros envolvidos no crime 

Na noite do crime, após uma discussão em virtude de som alto, em frente a um comércio local, a vítima retornou à sua residência e foi perseguida por dois homens, além do condenado. Um deles começou a brigar com a vítima, mas foi atingido e acabou desmaiando. Na sequência, o homem condenado nesta semana foi até a sua casa e pegou uma faca, enquanto o outro homem entrou em luta corporal com a vítima. Aproveitando-se desse momento, o acusado, conforme a denúncia do MPSC, “retornou de forma inesperada e repentina, por trás da vítima, e passou a golpeá-lo com arma branca (faca), atingindo a região do tórax e costas”.  

A Promotoria de Justiça também denunciou pelo crime o homem que lutou com a vítima até o outro chegar para matá-la, por entender que ele “agiu em conluio e em união de desígnios e esforços com o acusado, com intento homicida em desfavor da vítima, porquanto sabia que o último estava municiado de uma faca, permanecendo no encalço da vítima até seu comparsa desferir vários golpes em desfavor dela”. No entanto, o Juízo de primeiro grau decidiu pelo impronunciamento do homem – ou seja, que ele não deveria ser julgado pelo homicídio. O Ministério Público interpôs um recurso de apelação e aguarda a decisão do Tribunal de Justiça.    

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Redação
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