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Paracetamol na gravidez não causa autismo, conclui amplo estudo publicado em revista científica

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Não há qualquer evidência que estabeleça um vínculo entre o consumo de paracetamol durante a gravidez e o surgimento de transtornos do espectro autista em crianças. É o que concluiu um amplo estudo publicado nesta segunda-feira (10) na revista britânica British Medical Journal (BMJ).

A publicação foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado sobre um vínculo entre paracetamol e autismo, mesmo sem apresentar evidências científicas. A informação de Trump já havia sido desmentida no mês de setembro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde brasileiro.

O Paracetamol é o tratamento escolhido para dor e febre na gravidez e é considerado seguro por agências reguladoras em todo o mundo. Já a aspirina ou o ibuprofeno, comumente não são recomendados pelos médicos, uma vez que apresentam riscos comprovados para o feto.

O artigo da BMJ não foi baseado em novos estudos, mas organizou um panorama sobre o estado do conhecimento do tema. Os pesquisadores identificaram nove revisões sistemáticas que incluíram um total de 40 estudos observacionais relatando o uso de paracetamol durante a gravidez e o risco de autismo, TDAH ou outros desfechos de neurodesenvolvimento em bebês expostos. As ferramentas utilizadas são reconhecidas para avaliar cada revisão, considerando vieses e classificando a confiança das conclusões em alta, moderada, baixa ou criticamente baixa.

Vários estudos sugeriram um possível vínculo entre o paracetamol e o autismo, mas sua qualidade é “baixa” ou “extremamente baixa”, segundo os autores do estudo publicado na BMJ. “As evidências atuais são insuficientes para estabelecer uma ligação definitiva entre a exposição ao paracetamol durante a gestação e o autismo e o TDAH na infância. Estudos de alta qualidade que controlem fatores de confusão familiares e não mensurados podem ajudar a melhorar as evidências sobre o momento e a duração da exposição ao paracetamol, bem como sobre outros desfechos do neurodesenvolvimento infantil”, afirmam os autores do estudo em comunicado à imprensa.

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Redação
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