O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (7) a Operação Sentinela II, desdobramento de uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção relacionado a contratos da Prefeitura de Blumenau.
A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em Blumenau e Florianópolis. As medidas foram autorizadas pela Justiça no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação, falsidade ideológica e falso testemunho.
A primeira fase da Operação Sentinela foi deflagrada em maio deste ano para investigar suspeitas de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionadas a contratos públicos celebrados com o município de Blumenau.
Com o avanço das investigações, segundo o MPSC, surgiram indícios de que investigados e pessoas ligadas a eles teriam realizado ações para ocultar bens e disfarçar a origem de recursos que poderiam estar relacionados aos fatos apurados na primeira fase.
Entre os elementos analisados estão movimentações financeiras consideradas fora do padrão, negociações de bens e operações realizadas por meio de terceiros.
As investigações também identificaram suspeitas de interferência na produção de provas e de obstrução das apurações. Diante desses elementos, a Justiça determinou a prisão preventiva de dois investigados.
Os materiais apreendidos nesta quarta-feira serão analisados pelas equipes responsáveis e poderão subsidiar o avanço das investigações. O processo tramita sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Operação Sentinela II
Segundo o MPSC, o nome da operação faz referência à figura da sentinela, associada à vigilância e proteção. Nesta segunda fase, a denominação representa a atuação das instituições para preservar as investigações e combater práticas destinadas a ocultar patrimônio, dificultar a produção de provas e comprometer a atuação da Justiça.
A Prefeitura de Blumenau prefere não se manifestar a respeito do assunto, já que não foi alvo direto desta fase da operação, segundo a Secretaria de Comunicação do município.
Promotor Marcionei Mendes, responsável pelas investigação falou com nossa reportagem e trará mais detalhes em breve. Mais informações a qualquer momento.





