Uma decisão judicial determinou o afastamento, por 180 dias, do vereador Almir Vieira (PP) das atividades na Câmara Municipal de Blumenau. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (11), mas até o início da noite ainda não havia sido comunicada ao legislativo municipal.
O parlamentar é investigado pela Polícia Civil por supostos crimes relacionados à administração pública, entre eles a prática de “rachadinha”. Paralelamente à investigação, tramita na Câmara um pedido de cassação de mandato, solicitado por um ex-promotor de Justiça. Após ter passado pela Procuradoria e recebido o aval da Corregedoria da casa, o pedido para que o caso seja investigado internamente deve ser votado nesta quinta-feira (12).
A se confirmar o afastamento determinado pelo judiciário, o primeiro suplente, delegado de polícia civil Rodrigo Marchetti, deve assumir o cargo no lugar de Vieira, pelo menos durante o período determinado para investigações.
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O vereador afirmou, ao Portal O Auditório, que irá cumprir a determinação judicial e diz que “não houve qualquer prática ilícita”.
A Câmara emitiu nota oficial, no início da noite, afirmando ainda não ter sido notificada a respeito. Segue a nota:
“A Câmara Municipal de Blumenau informa que, até o momento, não foi oficialmente notificada acerca de eventual decisão judicial que determine o afastamento do vereador Almir Vieira (PP), conforme divulgado por veículos de imprensa.
Tão logo haja comunicação formal por parte do Poder Judiciário, a Casa Legislativa adotará as providências administrativas cabíveis, em estrito cumprimento à decisão e conforme estabelece a legislação vigente.
A Câmara de Blumenau reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições.
Câmara Municipal de Blumenau”
O gabinete do vereador Almir Vieira também emitiu uma nota a respeito:
“O afastamento determinado pela Justiça será cumprido com serenidade e absoluto respeito às instituições. Quem não deve, não teme, e é justamente por confiar na Justiça que se aguarda com tranquilidade a completa apuração dos fatos.
Assim que concluído o trabalho da autoridade policial e garantido o acesso integral ao inquérito, todos os esclarecimentos serão apresentados de forma ampla, transparente e definitiva.
É preciso deixar claro: não houve qualquer prática ilícita. Ao contrário do que vem sendo divulgado, não existem “altas somas de dinheiro”. A quantia encontrada tem origem certa, lícita e plenamente comprovável.
O único incremento patrimonial recente decorre exclusivamente de herança regularmente recebida e da venda formal desses ativos, tudo devidamente documentado.
Lamenta-se a tentativa de construção de narrativa precipitada, com julgamentos antecipados e exploração política de um momento que exige responsabilidade. O devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, não é um detalhe, é garantia constitucional.
A confiança na Justiça permanece inabalável. E espera-se que aqueles que hoje atacam com voracidade tenham a mesma firmeza para reconhecer seus excessos e se retratar quando a verdade for restabelecida.
A verdade não teme investigação. E será restabelecida.”






