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Secretário de Saúde nega existir decisão sobre terceirização do Samu em Blumenau

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O secretário municipal de Saúde de Blumenau, Douglas Rafael de Souza, negou a existência de decisão já tomada sobre a terceirização dos serviços do SAMU no município. Ele afirma que o município está apenas realizando levantamentos técnicos e jurídicos para compreender a estrutura atual do serviço, especialmente quanto à carga horária e custos de manutenção.

O assunto foi abordado durante reunião da Comissão de Educação e Saúde Pública da Câmara de Blumenau na tarde desta segunda-feira (10). O encontro foi motivado por preocupações de servidores e por notícias veiculadas na imprensa local sobre o tema.

Participaram da reunião, além do secretário de Saúde, a representante da Diretoria de Assuntos de Saúde do Sintraseb, Lidiane da Fontoura Ferreira; e o técnico de enfermagem do SAMU, Cristiano José Lopes, além das servidoras Carmine Conegatto, Diretora de Atenção em Saúde, e Elisangela Dall’ Angol, coordenadora APS. O objetivo, segundo a Câmara, foi esclarecer publicamente o estágio dos estudos conduzidos pela pasta e ouvir as manifestações dos trabalhadores e vereadores sobre eventuais impactos do novo modelo de gestão.

Douglas Rafael disse que “as portas do gabinete estão abertas para conversarmos com a equipe do SAMU, o sindicato e esta Casa Legislativa. Nenhuma decisão será tomada sem debate”.

Representantes dos trabalhadores, no entanto, demonstraram preocupação com a falta de participação da categoria nos estudos. Lidiane e Cristiano solicitaram acesso aos documentos e pareceres que fundamentam o processo e defenderam que a equipe técnica do SAMU, por conhecer profundamente o serviço, participe ativamente da elaboração do estudo. Também alertaram para experiências negativas anteriores com terceirizações em Blumenau e em outros municípios, destacando o risco de precarização do atendimento e de perda de qualidade para a população.

Os vereadores Professor Gilson de Souza (União Brasil), presidente da comissão, Alexandre Matias (PSDB), vice-presidente, e o vereador Jean Volpato (PT) reforçaram a importância de manter o diálogo aberto entre Executivo, servidores e Legislativo, destacando a necessidade de que qualquer decisão sobre o futuro do SAMU seja construída de forma democrática e participativa. “Não podemos permitir que Blumenau tenha um serviço precarizado. A cidade precisa aprimorar o que já tem e valorizar quem está na ponta”, afirmou o vereador Professor Gilson.

Ao final do encontro, ficou definido que a Comissão de Educação e Saúde enviará ofício à Semus solicitando acesso aos documentos e pareceres técnicos que embasam o estudo, bem como ao cronograma das próximas etapas. O secretário Douglas Rafael reiterou o compromisso de compartilhar as informações e confirmou que uma nova reunião será realizada com a equipe do SAMU, o Sintraseb e representantes da Câmara.

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Redação
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