A Polícia Federal realizou, nesta quarta‑feira (8), a Operação Sem Lastro, para investigar crimes financeiros, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à gestão da Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos), entidade que administra a previdência complementar da companhia de energia de Santa Catarina.
A ação culminou no sequestro de mais de 30 imóveis e no bloqueio de valores financeiros que podem alcançar, aproximadamente, R$ 365 milhões, além de busca e apreensão em dois endereços vinculados aos investigados.
De acordo com as investigações, os recursos da entidade foram direcionados a investimentos de alto risco, sem lastro econômico adequado, muitos deles posteriormente classificados como irrecuperáveis, gerando prejuízos significativos.
Conforme apurado, essas operações tinham como objetivo a obtenção de vantagem econômica indevida, com posterior ocultação e dissimulação dos valores provenientes das práticas criminosas.
As apurações indicam, ainda, que diversos imóveis foram adquiridos sem registros formais de pagamento, evidenciando indícios de ocultação e de dissimulação da origem dos recursos utilizados nas aquisições.
O principal alvo da investigação é um ex‑diretor financeiro da entidade, que não teve o nome informado pela PF.
A Celos emitiu comunicado afirmando que a ação tem como foco investigações sobre decisões de gestão ocorridas entre os anos de 2004 e 2011, envolvendo ex-gestores. Conforme a fundação, nenhum membro da atual diretoria executiva ou dos conselhos deliberativo e fiscal é alvo das investigações.






