Embora as regiões do Sul e do Sudeste tenham os melhores índices do Brasil em coleta de esgoto sanitário, a realidade de Santa Catarina destoa de todos os estados próximos. Os dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre domicílios conectados à rede de esgoto são lembrados neste domingo (22), comemorado como o Dia Mundial da Água.
Santa Catarina possui o pior percentual de ligações à rede entre os sete estados dessas duas regiões, com apenas 54,34% de seus domicílios conectados. Os números ficam muito atrás de seus dois estados vizinhos, Paraná (70,25) e Rio grande do Sul (63,48%). No sudeste, São Paulo detém o maior percentual brasileiro (91,3%), seguido do Rio de Janeiro (84,38%), Minas Gerais (80,74%) e Espírito Santo (75,36%).
O estado catarinense é apenas o oitavo do país nesse quesito, possuindo percentuais semelhantes a Sergipe (54,16%), Goiás (53,57%) e Pernambuco (53,54%). Santa Catarina também tem um índice inferior à média nacional, que é de 62,51%.
Mas esses percentuais se referem apenas aos domicílios conectados a qualquer tipo de rede coletora, seja própria de esgoto, pluvial ou via fossa séptica. Quando se trata de tratamento de esgoto sanitário, o percentual catarinense é mais baixo ainda, com apenas 33,97% dos domicílios conectados às redes. Já quanto ao abastecimento de água, Santa Catarina tem 89,59% de suas moradias com rede de água tratada.

Blumenau
Em Blumenau, o percentual de domicílios ligados a qualquer tipo de rede coletora de esgoto chega a 67,62%. Se considerar somente tratamento de esgoto realizado nas estações, o percentual de Blumenau cai para apenas 47%.
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