Fazer as refeições em casa pode ter ficado mais barato para a maioria dos brasileiros nesse mês de dezembro, se forem considerados itens básicos da alimentação, como legumes, leite, arroz e outros. Por outro lado, ficou mais caro comer fora do domicílio. É o que aponta a prévia da inflação oficial de dezembro, divulgado nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,25% em dezembro e ficou 0,05 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de novembro (0,20%). Com este resultado, o IPCA-15 fecha o ano com alta de 4,41%. Em dezembro de 2024, a taxa foi de 0,34%.
O resultado parcial estima que a inflação oficial terminará 2025 em 4,33%, ou seja, dentro do limite de tolerância da meta estipulada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
Influências
O que mais pesou na elevação do IPCA-15 em dezembro foram os setores dos transportes (0,69%), vestuário (0,69%) e despesas pessoais (0,46%). Na outra ponta estão itens que tiveram queda nos preços, como saúde e cuidados pessoais (-0,01%) e artigos de residência (-0,64%).
Alimentos
O grupo alimentos e bebidas, maior peso na cesta de consumo dos brasileiros, apresentou variação positiva de 0,13% em dezembro. Mas dentro do grupo, a alimentação no domicílio recuou 0,08%. Esse foi o sétimo mês seguido em que a comida em casa ficou mais barata.
Ajudaram a baixar o custo da alimentação no domicílio: tomate: (-14,53%), leite longa vida (-5,37%) e arroz (-2,37%). No lado das altas, destacaram-se as carnes (1,54%) e as frutas (1,46%).
No acumulado de 2025, alimentação e bebidas tiveram aumento de 3,57%, índice ainda abaixo da inflação esperada para o ano.
Já a alimentação fora do domicílio registrou aumento de 0,65% em dezembro, com as altas do lanche (0,99%), e da refeição (0,62%).






