Terça-feira, Novembro 29, 2022
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Reajuste estimado de 48% no gás natural deixa indústria catarinense em alerta

Só em 2021, o gás natural para a indústria acumula alta de 82%

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A projeção de reajuste de 48% na tarifa do gás natural a partir de 1° de janeiro de 2022 preocupa a indústria de Santa Catarina. A estimativa de aumento é da SCGás e o percentual precisa ser aprovado pela Agência Reguladora (Aresc). Só em 2021, o insumo para o setor industrial acumula alta de 82%.

“O gás é um insumo fundamental para a indústria. Em alguns setores, ele representa até 30% do custo de produção. As empresas não têm como absorver um aumento dessa magnitude. Elas já enfrentam alta no preço das matérias-primas. O reajuste do gás é mais um componente que se soma a esse ambiente adverso e que alimenta a inflação”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

O presidente da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, Otmar Müller, lembra que em 2021 entrou em vigor a lei que instituiu o Novo Mercado de Gás no País, que possibilita a abertura do mercado a novos fornecedores e redução de custos, por exemplo. “O fato é que o Novo Mercado de Gás não aconteceu. Existem novos fornecedores aptos, mas a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) não emitiu a tempo as regulações necessárias para o uso e a precificação dos gasodutos. Isso impede que novos fornecedores possam assegurar a entrega do gás à SCGÁS. Assim, continua o monopólio da Petrobras no mercado brasileiro. Dessa forma, empurra-se para a indústria o peso de uma conta que não é dela. Não há como suportar”, afirma.

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