A Federação das Indústrias (FIESC) avalia que ainda é prematuro apontar potenciais impactos na indústria de Santa Catarina diante da situação na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro pelos EUA. No entanto, um ponto de atenção tem sido situação migratória de venezuelanos, que atualmente ocupam boa parte da força de trabalho nas indústrias catarinenses.
Segundo relatório da Operação Acolhida, 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024. “Hoje, a indústria de SC conta com a força de trabalho de venezuelanos para preencher vagas e atender a demanda crescente por mão de obra. Dependendo do que veremos para frente, existe a possibilidade de o país se tornar novamente atrativo para esses imigrantes ”, avalia o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Impactos no comércio entre SC e Venezuela
A entidade observa que o comércio bilateral entre Santa Catarina e a Venezuela é pouco significativo: respondeu por apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações do estado em 2025.
O principal produto catarinense destinado à Venezuela foi um tipo de máquina agrícola, com vendas de US$15 milhões. Em relação às importações, os principais produtos de origem venezuelana são os adubos e fertilizantes, que representaram 3% das importações catarinenses desse setor, totalizando US$ 126 milhões. O segundo item foi um tipo de alumínio bruto, com US$ 93 milhões, o que levou a Venezuela a figurar como o terceiro maior fornecedor para Santa Catarina deste produto.
O presidente da Federação, Gilberto Seleme, afirma que a expectativa da FIESC é que o posicionamento brasileiro não afete as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos na questão do Tarifaço e que as conversas nesse sentido se mantenham baseadas em critérios técnicos.
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