O pré-candidato ao governo de Santa Catarina, Gelson Merisio (PSB), falou ao Portal O Auditório sobre o desafio de ser reconhecido como o nome do campo progressista nas eleições deste ano. Ele esteve em Blumenau neste sábado (27) em um evento da chapa majoritária com a militância dos partidos de esquerda e centro-esquerda, ao lado dos pré-candidatos ao senado Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (Psol), além de sua futura candidata a vice, Ângela Albino (PDT).
Merisio construiu sua trajetória política no campo da direita, desde o PRN de Collor de Mello até o apoio que deu a Jair Bolsonaro em 2018. Ele diz que agora está alinhado com o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e que passou a admirar o mandato do petista.
Diante de uma plateia com público aproximado de 200 pessoas no Clube 25 de Julho, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Alesc reforçou seu compromisso com o projeto nacional de Lula e foi aplaudido por militantes do PT, Psol, PCdoB, PDT, PSB e outros.
Em conversa com nossa reportagem, Merisio demonstrou seguir uma linha um pouco semelhante a João Rodrigues (PSD), também pré-candidato ao governo, com críticas a Jorginho Melo (PL). Ele falou sobre a falta de vagas nos presídios e a ausência do governador durante as visitas do presidente e de ministros ao estado.
A respeito da região do Vale, o pré-candidato criticou os atrasos do governo estadual na obra da Via Expressa em Blumenau e citou a carência de duplicação das rodovias que ligam Brusque a Blumenau.
Já sobre seu desempenho nas recentes pesquisas eleitorais, onde aparece com a rejeição mais alta do que as intenções de voto, Merisio diz que ainda nem colocou seu nome nas ruas e que será a partir de agora que as pessoas começarão a lhe reconhecer como pré-candidato. Ele também lembrou de quando chegou ao segundo turno na disputa pelo governo em 2018 e que teria perdido as eleições para a “onda do 17”, referindo-se a Carlos Moisés e a vinculação com Jair Bolsonaro.






