A Polícia Civil prendeu em flagrante dois homens, de 38 e 47 anos, suspeitos de extorsão relacionada à cobrança de dívidas decorrentes de agiotagem em Blumenau. As prisões ocorreram nesta quarta-feira (7), após uma vítima procurar a 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Blumenau.
Segundo a Polícia Civil, um dos investigados, de 38 anos e de origem colombiana, teria ido até um estabelecimento comercial no Centro de Blumenau para cobrar uma dívida e usado violência física contra a vítima. Durante a ação, ele também teria tomado o celular da vítima e devolvido o aparelho posteriormente.
Após a denúncia, policiais civis, com apoio da Polícia Militar, localizaram o veículo utilizado na ação. O automóvel era conduzido pelo segundo investigado, de 47 anos, que informou ter deixado o outro homem em sua residência.
Os policiais foram até o imóvel e prenderam o homem de 38 anos. No local, foram apreendidos celulares, cadernos de anotações, uma faca e aproximadamente mil cartões de divulgação de empréstimos, entre outros objetos.
A investigação já apurava outros episódios envolvendo cobranças de empréstimos informais com ameaças e violência física. Conforme a Polícia Civil, em uma das ocorrências, uma vítima e o pai dela teriam sido agredidos durante uma cobrança e ameaçados de morte. Familiares de outras vítimas também teriam sido ameaçados.
Em depoimento, o homem de 47 anos confessou ter cedido sua conta bancária ao outro investigado durante aproximadamente três meses, mediante pagamento. Ele também afirmou que o transportou em três ocasiões para realizar cobranças relacionadas à agiotagem. O homem de 38 anos permaneceu em silêncio durante o interrogatório.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela conversão das prisões em flagrante em preventivas. Também solicitou a quebra do sigilo telemático dos celulares apreendidos e o bloqueio da conta bancária apontada como utilizada para receber valores das cobranças.
Os dois homens foram encaminhados ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos nas cobranças e em fatos relacionados ao esquema.





