A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (4) a operação Credenciamento, que apura supostos crimes contra licitações e contra a administração pública envolvendo contratos da Prefeitura de Timbó.
Segundo o delegado André Beckmann, responsável pelas investigações, as contratações suspeitas ocorreram entre 2022 e o final de 2024. De acordo com a apuração, um grupo familiar teria criado diversas empresas para viabilizar contratações diretas com o poder público, por meio do procedimento de credenciamento, que dispensa licitação.
A suspeita é de que ex-servidores públicos das secretarias de Obras e de Saúde direcionavam contratações para as empresas investigadas em troca de vantagens ilícitas.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca domiciliar. A Justiça determinou, ainda, que os investigados estão proibidos de contratar com o poder público de forma cautelar.

As vantagens “ilícitas” recebidas pelos ex-servidores teriam sido em dinheiro, segundo Beckman.
Participaram da ação equipes da CECOR, DECOR/DEIC, 1DECOR, 2DECOR, 3DECOR, LAB/DEIC e DRRDI/DEIC, sob coordenação da 4DECOR.
Nossa reportagem entrou em contato com a prefeitura de Timbó, que enviou a nota abaixo:
Nota Oficial
“Com relação à operação da Polícia Civil, a Prefeitura de Timbó aguarda ser notificada oficialmente. Mas, diante dos fatos apurados, reforça que as contratações foram realizadas em anos anteriores, de 2022 a 2024, e não possuem relação com a gestão atual.
Os servidores alvos da operação também não fazem mais parte do quadro de funcionários públicos.
A Prefeitura se compromete a auxiliar a Polícia Civil e o judiciário em qualquer investigação, reforçando o compromisso com a verdade e a transparência.”






