A mulher de 29 anos que sofreu uma tentativa de feminicídio na noite de segunda-feira (31) em Blumenau chegou a ter as mãos algemadas e ser estrangulada com uma corda pelo amigo, com quem havia saído para jantar. Ela foi brutalmente espancada no rosto, que acabou ficando desfigurado.
As informações foram reveladas pelo delegado Bruno Fernando, responsável pelas investigações das agressões, após tomar o depoimento da vítima. A atitude do agressor deixou clara a intenção de cometer um feminicídio.
Segundo o delegado, a vítima saiu para jantar com o amigo, de 56 anos, mas os dois não tinham nenhum relacionamento amoroso. Após o encontro, o suspeito agiu de forma repentina, aplicando um mata-leão no momento em que ela se despedia para ir embora.
Durante a agressão, o homem afirmava que iria matá-la, porque acreditava que ela iria arrumar outra pessoa, explica Bruno Fernando. A mulher sofreu um espancamento no rosto, que causou vários ferimentos, deixando-o desfigurado. O agressor ainda algemou as mãos dela e a estrangulou com uma corda.
A mulher foi colocada colocada desacordada em seu carro. Quando ela recobrou a consciência, fingiu-se de morta e percebeu que o suspeito havia dado a volta por fora no carro para entrar pelo banco do motorista.
A vítima aproveitou aquele momento para trancar as portas do veículo. Rapidamente, ela conseguiu tomar a direção e dirigir até a casa de seus familiares. No depoimento, a mulher disse acreditar que o suspeito pretendia ocultar o seu corpo. Veja o vídeo abaixo, no momento em que ele a coloca no carro, mas ela consegue fugir:
Ainda durante a fuga, o suspeito perseguiu a mulher com outro veículo e colidiu várias vezes contra a traseira do carro dirigido por ela. A vítima só foi salva quando se aproximou da casa de seus familiares, no bairro Testo Salto.
Foram várias fraturas no rosto e diversos ferimentos pelo corpo da vítima, que permanece internada no Hospital Santa Isabel para a realização de cirurgia.
O suspeito segue foragido. Logo após o crime, ele telefonou para o pai da vítima, dizendo que não se entregaria e que já se encontrava em outro estado.