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Casos de esporotricose em animais deixam Blumenau em alerta

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Uma doença que gera feridas profundas, com presença de secreção e dificuldade de cicatrização, localizadas principalmente na face, orelhas e patas de cães e gatos, tem mobilizado a atenção da equipe de Bem-Estar Animal de Blumenau. Entre o fim de 2025 e início de 2026, a Prefeitura de Blumenau, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), foi informada sobre a ocorrência de diversos casos que foram identificados como esporotricose, uma doença que teve aumento de registros em várias cidades catarinenses.

A esporotricose é um fungo presente no solo e em materiais orgânicos, como plantas, sendo transmitida, principalmente, por meio de arranhões ou mordidas de animais infectados, especialmente gatos. 

Por se tratar de uma zoonose — que pode ser transmitida entre animais e seres humanos —, a esporotricose representa uma preocupação também para a saúde pública. A doença pode atingir a pele, os vasos linfáticos, ossos e outros órgãos, manifestando-se, entre outros sintomas, por feridas que não cicatrizam.

Como forma de prevenção, a orientação é para que tutores redobrem os cuidados ao passearem na rua com seus animais e procurem atendimento veterinário ao perceber qualquer sinal suspeito. A população também deve ter atenção ao lidar com animais em situação de rua.

“Estamos cientes da situação e acompanhamos de perto a evolução dos casos, adotando todas as medidas necessárias para que o cenário seja controlado o mais rapidamente possível. A colaboração da população é fundamental, especialmente para que os tutores fiquem atentos a sinais nos animais de estimação. Diante de qualquer sintoma, é importante buscar atendimento veterinário com agilidade. Já nos casos de animais em situação de rua que apresentem feridas ou sinais suspeitos, a orientação é acionar o serviço municipal para que as providências adequadas sejam tomadas”, destaca o secretário da Semmas, Robson Tomasoni.

Desde o fim do ano passado, municípios de diferentes regiões do Estado já haviam registrado ocorrências da doença, o que levou os órgãos públicos a intensificarem o monitoramento e a realização de ações preventivas.

O diretor de Bem-Estar Animal, Carlos Sansão, reforça a importância de atitudes responsáveis em prol da saúde animal. “Animais com suspeita da doença devem receber tratamento adequado, uma vez que o tratamento é eficaz e interrompe a transmissão. Também é fundamental lembrar que a notificação da doença é obrigatória e que a Diretoria de Bem-Estar Animal já instituiu uma instrução normativa para o controle da doença no município”, ressalta.

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SourceSecom/PMB
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Redação
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