Um homem que matou a esposa em 2019 em Blumenau se entregou à polícia na tarde desta quinta-feira (18), mais de seis anos após o crime. Ele já havia sido condenado, com sentença transitada em julgado, pelo crime de homicídio, por ter atropelado e matado a mulher com seu carro na frente da residência do casal, no bairro Nova Esperança.
Augustinho Vasconcelos, hoje com 46 anos, acabou se apresentando no Departamento de Investigação Criminal (DIC) em Blumenau após estar foragido e ser alvo de várias diligências da Polícia Civil em seus endereços. Segundo o delegado Wesley de Souza Costa, as buscas em várias residências e locais frequentados pelo foragido, intensificaram a pressão para que ele se entregasse espontaneamente.
Vasconcelos foi imediatamente detido e encaminhado ao sistema prisional, onde começará a cumprir a pena de 8 anos de reclusão em regime fechado, conforme determinado pela Justiça.
O crime
Em fevereiro de 2019, Augustinho Vasconcelos, na época com 40 anos, atropelou e matou sua esposa, Alesandra Szczpank, com 33 anos de idade na ocasião. Ele deu a marcha ré no veículo VW Gol e prensou a vítima contra o muro, na frente da residência do casal, na Rua Nésio Antunes da Silva, no bairro Nova Esperança, em Blumenau.
O homicídio ocorreu por volta de 1h20 da madrugada de 13 de fevereiro de 2019. Segundo a denúncia do Ministério Público, o casal teve uma discussão e Alesandra abriu e se agarrou na porta do carro, a fim de impedir que Augustinho deixasse o local. O homem, enfurecido, deu a marcha ré, fazendo o carro descer um pequeno trecho da rua, subir em um barranco, capotar e prensar a vítima.
Consta no processo, que Augustinho não socorreu a mulher e nem foi conferir se ela estava viva. Ele teria fugido do local.
O casal vivia junto há cinco anos. No julgamento, várias testemunhas deram depoimentos com versões diferentes sobre a relação do casal, mas todas apontavam para que as discussões entre os dois eram constantes.

O autor do crime chegou a ser preso na época, mas foi solto para responder o processo em liberdade. Ele foi condenado em júri popular em 2024 e a decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O mandado de prisão só saiu na segunda-feira (15) desta semana, após a confirmação da condenação ter transitado em julgado.






