O homem suspeito de ter assassinado a esposa em Gaspar na segunda-feira (4) foi preso no final da noite desta terça-feira (6) pela Polícia Civil. A ação ocorreu após troca de informações com a Polícia Militar e com a família da vítima.
O suspeito foi preso quando retornou à casa da vítima, mesmo local onde ocorreu o feminicídio, na Rua Olga Bonh, bairro Figueira. Ele ainda tentou fugir para uma área de mata, mas foi abordado pelas polícias civil e militar. A prisão preventiva do homem foi decretada pelo Poder Judiciário, após solicitação da polícia civil, segundo o delegado Filipe Martins.
O inquérito contra o homem havia sido aberto ainda na segunda-feira, data do crime. A prisão ocorreu menos de 48 horas após o assassinato de Dalva Paterno da Silva, de 56 anos.
O suspeito foi levado ao presídio no início da madrugada desta quarta-feira (6), mas as investigações continuam para apurar todas as circunstâncias do crime, segundo Martins.

O feminicídio
Dalva Paterno da Silva, de 56 anos, foi assassinada no bairro Figueiras, em Gaspar, na tarde desta segunda-feira (4). O suspeito é o companheiro da vítima, que fugiu em seguida, mas foi preso no final da noite desta terça (5). Ele foi visto por testemunhas saindo da casa da vítima logo após o crime.
O delegado Filipe Martins informa que o havia um histórico de violência do homem contra sua ex-esposa. Na semana passada, ela fez um boletim de ocorrência de ameaça, que resultou a medida protetiva de urgência, mas houve até relatos de que o suspeito descumpriu a medida por algumas vezes antes do crime cometido nesta segunda-feira.
A análise preliminar aponta que a vítima foi agredida na cabeça com algum objeto da cozinha, como uma assadeira encontrada na casa, além de facadas nas costas. Os bombeiros encontraram a mulher já sem vida, com muito sangramento, e o ferimento causado por objeto cortante nas costas. Mas a faca não foi localizada, segundo o delegado.
A única testemunha ocular, que teria visto o crime de fato, foi uma criança de oito anos, segundo o delegado.
O casal tinha duas filhas e um filho. A vítima era operadora de máquinas.






