Nenhum dos cinco ribeirões de Blumenau contemplados com recursos estaduais havia passado por desassoreamento até o momento da apresentação do secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Carlos Menestrina, na Câmara de Vereadores. A informação foi apresentada durante a sessão que discutiu o andamento do programa Rio Seguro e a situação do canal extravasor do Ribeirão Fortaleza.
Segundo Menestrina, há R$ 9,765 milhões destinados pelo Estado ao desassoreamento dos ribeirões do Testo, Garcia, Itoupavas, da Velha e Fortaleza. A liberação dos recursos ocorrerá progressivamente, conforme a execução das intervenções e a apresentação das medições.
O secretário explicou que os trabalhos dependem de licenciamento ambiental e que os procedimentos de planejamento e contratação estão em andamento. Ele também informou que foram realizados serviços de limpeza e desobstrução em 17 dos 29 pontos encaminhados pela Defesa Civil.
Nota do editor: A falta de avanço no desassoreamento dos ribeirões e nas obras de prevenção ocorre justamente durante a incidência do El Niño. Cabe lembrar que o fenômeno climático já está em curso, não se trata mais de uma previsão futura. A demora na execução das intervenções aumenta a preocupação com a preparação de Blumenau para novos episódios de chuvas intensas e possíveis cheias.
Projeto no Ribeirão Fortaleza depende de recursos adicionais
Sobre o canal extravasor do Ribeirão Fortaleza, Menestrina explicou que, após problemas registrados na enchente de 2017, a Defesa Civil defendeu a construção de uma ponte em substituição à solução anterior, que previa tubulações.
O projeto está sendo preparado pela área de infraestrutura do município. No entanto, o custo estimado supera os R$ 2 milhões disponibilizados pelo Estado. Por isso, a Prefeitura solicitou recursos adicionais e poderá avaliar a possibilidade de cobrir a diferença.
Vereador cobra agilidade nas obras
A participação do secretário ocorreu a convite do vereador Diego Nasato, autor do Requerimento 1960/2026. Após a apresentação, o parlamentar criticou a demora na execução das ações e demonstrou preocupação com a possibilidade de perda dos recursos estaduais anunciados em 2025.
Nasato questionou a falta de avanço nos projetos, licenciamentos e obras e cobrou mais agilidade da administração municipal diante dos riscos de novas cheias. O vereador também criticou o que considera anúncios políticos sem resultados concretos.
Menestrina reiterou que o desassoreamento exige licenciamento ambiental conforme a legislação.





