Os moradores de Blumenau poderão solicitar pela internet, a partir de terça-feira (11), serviços como tapa-buracos, iluminação pública, roçadas, limpeza urbana e manutenção de tubulações. A novidade foi anunciada pela prefeitura nesta sexta-feira (7), coincidentemente logo após ter decidido encerrar de vez o contrato de utilização do polêmico veículo inteligente, apelidado de “caça-buracos”.
Os pedidos passarão a ser feitos diretamente à Secretaria de Serviços Urbanos (Sesur) por meio da Carta de Serviços do município.
Após nove meses da tentativa frustrada de “inovação” com o carro caça-buracos, desta vez o governo municipal argumenta que a “mudança integra o projeto Prefeitura Inteligente, que amplia a oferta de serviços digitais e moderniza o atendimento da administração municipal”. Até então, as solicitações vêm sendo registradas exclusivamente pelo telefone 156.
Entre os serviços disponíveis estão manutenção de vias pavimentadas e de ruas de terra, reparos em tubulações e bocas de lobo, roçadas, limpeza urbana e outros serviços de conservação da cidade.
Quem preferir fazer a solicitação por telefone poderá entrar em contato diretamente com a Sesur pelo número (47) 3381-6156.
O secretário de Serviços Urbanos, Jociel Junckes, destaca que o novo fluxo também melhora a gestão das demandas. “Com os pedidos entrando diretamente no sistema da secretaria, conseguimos organizar melhor as solicitações, dar mais agilidade aos encaminhamentos e acompanhar os atendimentos com mais eficiência”, afirmou.
Carro ‘caça-buracos’ indo embora
A Prefeitura de Blumenau está rompendo, nesta semana, o contrato com a empresa Mapzer, de Curitiba, para serviços com o veículo inteligente, chamado de ‘caça-buracos’. O contrato previa pagamento de R$ 1,6 milhão por ano à empresa, via cofres públicos municipais. Os serviços iniciaram em novembro de 2025.
A contratação do carro recebeu muitas críticas da comunidade e até mesmo de vereadores, acreditando que a despesa de cerca de R$ 136 mil por mês pagos à empresa Mapzer seria desnecessária e que o valor dispensado poderia ser investido nos consertos e soluções dos problemas reais dos moradores.
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