O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou um homem de 42 anos pelos crimes de roubo circunstanciado e sequestro qualificado após ele manter uma idosa de 71 anos em cárcere privado e abandoná-la em uma ribanceira, em uma área de mata no bairro Belchior, em Gaspar.
De acordo com a denúncia, apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Gaspar na última semana, a vítima permaneceu durante toda a noite exposta ao frio intenso e só foi localizada depois que o próprio acusado informou aos policiais o local onde a havia deixado.
Segundo o MPSC, o caso começou em 6 de julho, quando o homem conheceu a idosa em um clube em São José. No dia seguinte, após conquistar a confiança da vítima, pediu uma carona até Itapema. A partir daí, passou a acompanhá-la por diferentes municípios até roubar o veículo, o telefone celular e outros pertences da mulher.
Na sequência, conforme a denúncia, o acusado levou a vítima até uma área de mata em Gaspar, onde a manteve em cárcere e a abandonou em uma ribanceira.
Resgate mobilizou bombeiros e Polícia Civil
O caso ganhou repercussão no dia 8 de julho, quando a idosa foi encontrada com vida na região da Cascata Berlim, no bairro Belchior.
Na ocasião, equipes do Corpo de Bombeiros Militar prestaram apoio à Polícia Civil nas buscas, após investigadores da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Joinville informarem que o suspeito havia confessado o crime e indicado o local onde deixou a vítima.
Os policiais localizaram a mulher em uma ribanceira de aproximadamente 200 metros de profundidade. Ela estava consciente, mas apresentava hipotermia e escoriações nos braços e nas pernas. Após o resgate, foi encaminhada ao Hospital Santo Antônio, em Blumenau, recebendo alta no dia seguinte.
O suspeito havia sido preso em Joinville no mesmo dia, quando foi encontrado com o carro roubado da vítima. Desde então, permanece preso preventivamente.
Na denúncia, o Ministério Público pede a condenação do acusado pelos crimes de roubo circunstanciado e sequestro qualificado, além da fixação de um valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais sofridos pela vítima.
A denúncia ainda aguarda análise da Justiça. Somente após o recebimento pelo Poder Judiciário o acusado passará à condição de réu na ação penal.






