Uma médica que atuava na rede pública de saúde em Blumenau e sua mãe estão entre as oito pessoas que morreram no acidente com balão em Praia Grande, no sul catarinense, neste sábado (21). Leise Herrmann Parizotto, de 37 anos, é médica, natural de Concórdia, formada pela Furb, e servidora pública da Prefeitura de Blumenau desde 2023.
Leise atuava como médica da Família e da Comunidade na ESF Gustavo Tribess II, no Tribess. A mãe dela, Leane Elizabeth Herrmann, de 70 anos, também está entre as vítimas fatais. Mãe e filha estão sendo veladas em sua cidade natal.
A Prefeitura de Blumenau decretou luto de três dias e emitiu nota lamentando o acidente ocorrido em Praia Grande, no Sul do Estado, que resultou em oito vítimas fatais e a perda da servidora e sua mãe.

Havia 21 pessoas no voo. 13 conseguiram escapar com vida e oito morreram no acidente, que ocorreu nesta manhã de sábado (21). Segundo o governo estadual, relatos iniciais indicam que balão apresentou um problema já no ar, após a decolagem. O piloto conseguiu realizar uma descida de emergência, chegando próximo ao solo. Neste momento, 13 ocupantes, incluindo o piloto, conseguiram saltar do cesto. No entanto, com o alívio abrupto do peso, a estrutura subiu de forma descontroladamente, levando as oito vítimas fatais que não conseguiram desembarcar a tempo. A Polícia Civil já trabalha com essa linha principal de investigação.
As vítimas
Além da médica Leise Herrmann Parizotto e de sua mãe Leane Elizabeth Herrmann, as outras seis vítimas que perderam a vida são: Leandro Luzzi, patinador de Brusque, mas com passagem profissional por Indaial; Janaina Moreira Soares da Rocha e Everaldo da Rocha, casal de Joinville; Fabio Luiz Izycki e Juliane Jacinta Sawicki, casal do Rio Grande do Sul; Andrei Gabriel de Melo, oftalmologista de Fraiburgo, no Meio-Oeste catarinense.
Cinco sobreviventes que necessitaram de atendimento médico foram encaminhados ao Hospital de Praia Grande. Embora leitos especializados para queimados tivessem sido preparados em unidades de referência em Joinville e Lages, a transferência não foi necessária. Apenas dois dos cinco que precisaram de atendimento tiveram queimaduras mais graves e permaneceram internados.






