Segunda-feira, Julho 6, 2026
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Timbó, Pomerode, Gaspar e Indaial têm Ecopontos públicos; por que Blumenau não tem?

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Pomerode implantou no final de janeiro um Ecoponto para o descarte adequado de resíduos, como pilhas, lâmpadas, óleo de cozinha e vidros. A cidade já possui outro local para receber objetos maiores, como móveis, eletrodomésticos e pneus.

Outro município da região, Timbó, já possui um Ecoponto desde 2019, como instrumento fixo de coleta de eletrônicos e similares. Gaspar também já inaugurou seu Ecoponto. Indaial aderiu a iniciativa semelhante, mas com outro nome. Em todos esses municípios, os espaços são bem localizados e acessíveis para o público.

A pergunta que fica para o morador de Blumenau é “onde estão esses espaços fixos de coleta na cidade?”. Afinal, em um município muito mais populoso do que seus vizinhos era de se esperar que houvesse vários locais permanentes para o descarte de eletrônicos.

Segundo o Samae de Blumenau, há um espaço já funcionando para descarte de equipamentos eletrônicos menores nos fundos do Terminal do Aterro. A autarquia promete colocar ainda um contêiner no local para que a população possa, voluntariamente, depositar móveis ou eletrodomésticos velhos.

Ecoponto de Pomerode. Foto: Samae Pomerode/Divulgação

Há alguns dias, entrevistei o presidente do Samae, Alexandre de Vargas, e ouvi dele que no futuro “serão instalados dois pontos de coletas para eletrônicos nos parques da Artex e das Itoupavas”. Os usuários descartarão os materiais em contêineres, mas não há data definida para a implantação, pois tudo ainda passará por licitação.

Atualmente há o serviço de coleta de móveis e eletrodomésticos três vezes ao ano nos endereços dos moradores. É bom para descartes maiores, só que insuficiente para quem necessita se livrar de objetos pequenos, como celulares velhos, mouses, baterias e monitores com maior frequência.

Mas apesar das iniciativas fragmentadas no município, o morador de Blumenau tem dificuldade em conhecer e reconhecer esses serviços, seja pela baixa divulgação ou mesmo pela dificuldade de acesso ou operacionalização do descarte.

Ao que parece, até mesmo iniciativas simples que deram certo em municípios de pequeno porte encontram obstáculos por aqui. Algumas soluções que poderiam ser rápidas e instantâneas demoram gerações para acontecer ou nunca saem do papel.

Esses são alguns pequenos sinais de que falta, para o município polo da região, uma política ambiental que vá para além dos gabinetes e das conversas entre especialistas da área. Afinal, nem tudo o que significa benefício para a população precisa ser terceirizado e tarifado para provar que funciona direito.

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Arnaldo Zimmermann
Arnaldo Zimmermann é jornalista (Mtb 0005946/SC), com graduação, mestrado e doutorado em Jornalismo. Também possui graduação em Letras e especialização em Administração em Publicidade e Propaganda. É professor universitário desde 2001 e profissional de diversos veículos de comunicação do Vale do Itajaí desde 1985.
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