Uma comitiva do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) virá a Santa Catarina entre os dias 9 e 12 de abril para investigar um suposto aumento de células neonazistas no estado. O roteiro inclui Blumenau, que teria um número expressivo de grupos neonazistas, desproporcional na comparação com o resto do país, segundo levantamento realizado pela antropóloga Adriana Dias.
De acordo com apuração da jornalista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, a comitiva fará oitivas com possíveis vítimas, autoridades e especialistas. A viagem também foi motivada após uma representação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), solicitando a abertura de investigação sobre o aumento de atividades e células neonazistas no Brasil. O documento cita vários casos em Santa Catarina, que incluem a utilização de símbolos como a suástica e a saudação, característicos do nazismo.
De acordo com o conselheiro do CNDH e relator do caso, Carlos Nicodemos, Blumenau está incluída no roteiro devido ao levantamento realizado por Adriana Dias, especialista no tema e que morreu em 2023. Segundo o estudo, também revelado pela Folha, Blumenau tem 63 células neonazistas, número considerado altíssimo para uma cidade de 365 mil habitantes. Como comparação, a cidade de São Paulo, com 12 milhões de habitantes, tem 96 células.






